14 de outubro de 2017

Resenha: Limite Branco, de Caio Fernando Abreu

© Elton Cardoso

Meu interesse em ler Caio Fernando Abreu surgiu após alguns dias passeando pelo universo do Tumblr e ler com bastante frequência algumas citações dele. Após isso, fui pesquisar na internet quais eram os livros mais populares e o escolhido foi “Limite Branco”.

Abreu nasceu em Santiago no Rio Grande do Sul e veio a falecer em Porto Alegre aos 48 anos de idade, foi um grande dramaturgo, jornalista e, obviamente, um ótimo escritor brasileiro.

Limite Branco foi o seu primeiro romance, em que o autor escreveu quando tinha aproximadamente 19 anos, e desde o início do livro, já é possível ver como iria se dar a leitura daí em diante.

Neste romance, conhecemos Mauricio, um adolescente de 19 anos que há anos tem o hábito de escrever alguns fatos de sua vida em um diário, além de recorrer ao passado, mais precisamente em sua infância, para nos contar sua história.

O livro tem uma característica bem intimista, e é desta forma que a personagem principal recorre ao seu passado, com o intuito de relembrar o que foi vivido, e não com a intenção de nos contar sua biografia. Desta forma, podemos perceber todas as dúvidas, angústias, medos, raiva e anseios pelos quais Mauricio enfrentou, isso fazia com que a narrativa tivesse toda uma carga pessoal o que me fez lembrar muito de monólogo interno. E era basicamente isso que CFA nos apresenta em seu livro.

Como mencionado, por se assemelhar bastante de um monólogo, tive a impressão de ver toda a intimidade de uma pessoa (o Mauricio) ali expostas, todos os sentimentos angustiantes, duvidosos, conflitantes que boa parte de nós tivemos durante a puberdade e adolescência.

Aqui, o autor, escancara toda a sua habilidade de narrar seus sentimentos da forma mais interessante e pessoal possível. Através dos pensamentos de Mauricio, pude ver que não fui tão diferente dele em determinados pontos e reflexões.

Reflexões, realmente é algo que me aconteceu muito durante toda a leitura – em que fez questão de ler com bastante calma para que pudesse absorver sem pressa tudo aqui que Caio Fernando Abreu queria nos transmitir.

A narrativa do livro é intercalada com as narrações do personagem principal acerca de sua vida desde a infância, em que ele passava as férias na fazenda da família e tinha que lidar com alguns parentes que ele não sabia no momento se gostava ou não e com isso, toda a percepção que ele tinha na época sobre como ele via determinados parentes e situações que ali vivenciou.

Saindo da infância e entrando na fase da puberdade e adolescência, Mauricio tem seus primeiros contatos com a sexualidade, seja de maneira indireta e/ou direta, e isso, assim como outras situações o faz se trancar em seu mundo pessoal e pensar muito sobre muitas coisas como o sexo em si, a despertar de sua sexualidade e como ele encara e lida com isso ao longo dessa fase de sua vida.

Com o avançar das páginas, chegamos ao tempo ‘presente’, em que o personagem-narrador está situado, ele já tem 19 anos, praticamente um adulto, e desta forma, nós vamos vendo como seus ideias e objetivos vão mudando sobre determinados assuntos em relação às suas ideias de anos atrás.
Entretanto, o que realmente me deixou instigado em sempre ler mais do primeiro livro de CFA, foi o fato de o autor ter intercalado entre os capítulos os escritos de Mauricio em seu diário. Ou seja, ora era um capitulo narrando passagens da vida da personagem, ora era uma parte do diário, sempre seguindo a ordem cronológica.

Estas partes do diário me chamaram bastante atenção pois era nesses capítulos em que era possível vermos o que Mauricio realmente era, sentia e pensava de verdade, sem pudores ou censura. Me identifiquei com os escritos dele pois, assim como o personagem, eu também mantenho um blog em que faço dele um diário, isso me fez ter altas viagens reflexivas acerca de tudo o que o personagem estava sentindo.

O livro termina de uma forma bastante inesperada, pelo menos para mim não foi nenhum pouco previsível, e o que ali aconteceu – que não irei revelar por motivos de spoilers – também traz uma certa melancolia além da tal reflexão acerca do que pode acontecer em nossas vidas.


Caio Fernando de Abreu além de nos apresentar com uma ótima história, também tem a incrível habilidade de nos presentear com várias citações magnificas, assim como falei ali no começou que foram justamente as quotes que me levaram a lê-lo isso se comprovou ao longo da leitura deste livro. Portanto, eu super recomendo a leitura de Limite Branco, se você curte ou quer ler livros com essa pegada mais intimista, meio monólogo interior junto com algumas reflexões, além de poder ler um dos maiores autores que nosso país já teve.


5 de agosto de 2017

Resenha: Adulthood is a Myth, de Sarah Andersen

© Elton Cardoso

Soube da existência desse livro quando vi a divulgação da edição brasileira, que recebeu o nome de “Ninguém vira adulto de verdade” num desses instagrans da vida e fui procurar sobre e acabei encontrando a versão em ebook, mas somente da versão em inglês, que foi a que eu li.

Sarah Andersen é uma ilustradora americana que começou publicando suas tirinhas nas redes sociais, inclusive, no perfil dela lá no Instagram (@sarahandersencomics) ela já tem mais de 1,6 milhões de seguidores, com toda a repercussão dela nas mídias, não demorou muito para que as editoras quisessem publicá-la.

Assim, Adulthood is a Myth é um compilado de várias dessas tirinhas feitas pela Sarah, sobre uma espécie de auto ilustração em que várias das situações vivida pela personagem são semelhantes às que vivemos nessa fase de #adultinho – algumas dessas situações são restritas apenas ao universo feminino, mas isso não faz com que as tiras sejam sem graça ou nonsense, muito pelo contrário, são igualmente divertidas, além de nos apresentar um pouco do que as mulheres vivem.

As melhores tirinhas, na minha opinião, são todas em que o coelhinho aparece e interage com ela, gente, sério, é uma fofura.


Adulthood is a Myth é um daqueles livros pequeninos em que é possível ler em uma sentada só, e em poucas horas você terá se entretido, dado algumas risadas, além de ter alguns possíveis ataques de fofuras com determinadas situações e poder se identificar com as situações que a vida adulta nos apresenta e assim podemos chegar à conclusão de que “ninguém vira adulto de verdade” e que tá tudo bem! 


4 de janeiro de 2017

TOP 5 calendários que você pode usar em 2017

© Elton Cardoso

Hey! Primeira semana de janeiro e que tal escolher um calendário bem divertido e diferente daqueles que ganhamos em lojas e supermercados para usarmos na escrivaninha durante o ano? Eu separei cinco calendários que mais gostei enquanto estava procurando qual seria o meu deste ano, e escolhi esse daí da foto que abre o post, que foi feita pela Valentina do blog Foreign Rooftops. Ela disponibilizou gratuitamente e você pode baixar neste link. Seguindo a tendência dos calendários que usei nos anos anteriores, o deste ano também segue uma linha bem minimalista onde o preto e branco predominam, junto com fontes lindas que dá todo um ar de simplicidade e minimalismo a ele.

© Delineate Your Dwelling
O segundo calendário que eu escolhi foi o que eu usei durante 2016, também com a mesma pegada minimalista do de cima. Foi criado pela Amy do blog Delineate Your Dwellings, e você pode baixar a versão atualizada de 2017 aqui.

© Landeelu
Continuando com os calendários minimalista, este tem um pouquinho de cor em cada mês, além do preto e branco, e foi feito pela Landee, do blog Landeelu, e você baixar este calendário aqui.

© Victoria Behun
Voltando pros calendários minimalistas (desculpas, mas eles são muito lindos), escolhi este da Victoria Behun que tem um blog homônimo e neste link você poderá baixar o calendário feito por ela.

© The Cottage Market
Fugindo completamente do minimalismo, este calendário tem muita cor e é todo ilustrado  com as personagens da saga Star Wars em aquarela *-* ele está disponível no blog The Cottage Market gratuitamente aqui! Cada mês tem uma personagem diferente de Star Wars, desde os personagens clássicos e icônicos que amamos, assim como os novos. Muito amorzin esse calendário 😍


Enfim, esses foram os calendários que mais gostei enquanto estava passeando em busca do meu, lá no Pinterest, que aliás, me segue lá!